Cachorro e gato com diabetes

O diabetes em cachorros é cada vez mais comum nos animais de estimação.



Olá pessoal!




Resolvi abordar esse assunto, porque minha cadelinha Mel, minha filhotinha preta, Basset Dachshund, com 10 anos atualmente, teve seu primeiro diagnóstico como diabética insulinodependente, há dois anos atrás, após levá-la a um veterinário para tratar um problema dermatológico e este ter prescrito cortisona para o tratamento, sem antes fazer exame de sangue, mesmo ela já estar apresentando alguns indícios da doença. Após um emagrecimento brutal, mesmo se alimentando excessivamente e com diurese intensa e hálito cetônico, sendo eu enfermeira, desconfiei que ela estivesse com diabetes, levei-a a outra veterinária, que confirmou após os exames específicos. 

Passados um ano e meio ela começou a apresentar outros sintomas, mesmo tomando insulina duas vezes ao dia, alimentação balanceada, ração específica. Ela parou de se alimentar, pois havia muitos episódios de vômitos, diarreia e assustadoramente as taxas de glicose subiram, chegando a acusar no aparelho a palavra "Hi", que significa glicose acima de 600 mg/dl, que complicaram após a saída de um ciclo de cio, e o hálito com odor de ureia

Desta vez, fui a um veterinário que conheço a 21 anos, que por muitos motivos não pude ir a ele antes. Imediatamente ele a examinou, medicou e realizou os exames. Ela estava diante de um problema maior Insuficiência renal crônica, que é uma das complicações do diabetes, que poderia ter sido evitado se ela tivesse sido castrada quando bebê ou ao ser diagnosticada o diabetes.

Amigos atentem para os sintomas e cuidado com medicamentos. 




O diagnóstico do diabetes em cães e gatos vem se tornando cada vez mais comum e já não causa tanta estranheza. Com sintomas semelhantes aos dos seres humanos, os animais com diabetes costumam apresentar a doença já idosos, entre 8 e 12 anos. 


No entanto, acredita-se que a expectativa de vida desses animais – desde que ele não seja diagnosticado em estágio muito avançado do diabetes - seja a mesma de um animal normal.

De repente, o pâncreas desacelera a produção de insulina. Então, o organismo do animal deixa de transformar em energia toda a comida da tigela. Parte vira glicose que, sem insulina, fica dando sopa no sangue, fora das células. O bicho até continua devorando tudo o que o dono lhe oferece, mas só faz perder peso, bota a língua pra fora, esbaforido, em qualquer caminhada à toa, não topa nenhuma brincadeira e vive sedento. São esses, aliás, os sinais do diabete nos cachorros, mal que vem se tornando uma das queixas mais freqüentes nas clínicas veterinárias.


Entre as causas do diabetes em animais de estimação estão relacionadas: o fator hereditário, um organismo debilitado, pancreatite e fatores de resistência à insulina, entre eles a obesidade.

No cenário moderno, os cães vivem mais tempo e praticam pouca atividade física. Está aí a justificativa: a idade avançada e o sedentarismo são os dois principais fatores para o aparecimento da doença.

Hoje em dia as pessoas têm uma relação mais estreita e cuidadosa com seus animais de estimação. Desse modo, correm ao veterinário quando notam qualquer sinal errado, o que favorece uma maior quantidade de diagnósticos. Talvez, no passado, muitos cães morressem diabéticos sem que os donos fizessem a menor ideia.

Provável que esses cachorros viveram mal e morreram precocemente. O diabete causa cegueira, qualquer machucado demora para se fechar, sem contar os estragos, muitas vezes fatais, que a doença faz nos rins e no coração. Complicações assim só são evitadas se o bicho recebe injeções diárias de insulina. As doses devem ser precisas e, a cada três meses, no máximo, precisamos fazer um acompanhamento minucioso do animal.

Cuidar bem da alimentação e estimular o bicho a se mexer todos os dias. Sem mudança nos hábitos, é praticamente impossível controlar o diabete, ressalta Marcondes. Seguindo à risca essas recomendações, seu melhor amigo pode ter uma rotina normal e viver bem e por muito tempo.


Diagnósticos em Cães e Gatos


As manifestações do diabetes são semelhantes em todas as espécies. A diferença no diagnóstico de cães e gatos está na forma como cada animal expressa os sintomas. Curiosamente, boa parte dos cães diabéticos são diagnosticados quando procuram o veterinário por causa do surgimento de catarata, que não é um sintoma inicial do diabetes. Gatos diabéticos geralmente não desenvolvem a catarata, mas a neuropatia diabética, que pode causar dor e dificuldade para andar.



Sintomas, raças e tratamento da diabetes



Sintomas do diabetes em cães: o aumento do volume da urina, ingestão de água, sede excessiva, perda de peso, aumento de apetite e cansaço são os mais evidentes. E, se você nota que aparecem formigas sempre que o bicho urina no quintal, pode apostar que há açúcar ali no líquido. Esse é outro sinal. No entanto, alguns animais podem ter o apetite aumentado, o que nem sempre é visto com maus olhos pelos proprietários.



Raças mais vulneráveis: poodle, dachshund, schnauzer, beagle, golden retriever, labrador, spitz e samoieda o que, atenção, não significa que as demais estejam a salvo. O diabete sempre é uma ameaça aos cães mais velhos, não importa a raça, e às fêmeas com problemas hormonais.


Tratamento: uma vez diagnosticados, dependem dela para o resto de suas vidas, ou seja, são insulinodependentes. A insulina do cão é idêntica à dos suínos e difere apenas em um aminoácido da insulina humana.doses diárias de insulina, à base de rações dietéticas e, o mais importante, sessões diárias de exercício. Para a medição da glicemia em animais, normalmente usa-se monitores portáteis para seres humanos. No caso das fêmeas, em geral elas são castradas para que seus hormônios não atrapalhem a ação da insulina injetável. 



Prevenção do Diabetes:



Leve-o pelo menos uma vez ao veterinário; 
Alimente-o com ração balanceada e de boa procedência;
Se der comida caseira, divida em partes iguais de carne, legumes e arroz (de preferência integral, por ter maior quantidade de fibras); 
Não oferecer alimentos gordurosos ou ricos em carboidratos simples;
Não dê doces aos animais;
Dedique um período do dia para passear e brincar com o animal (isso é atividade física). 



Fonte: Revista BD do Centro BD de Educação em Diabetes 



Os Felinos



A única raça, entre os gatos, predisposta a desenvolver o diabetes é o Sagrado da Birmânia e a maior incidência da doença está entre os machos castrados, talvez decorrente da obesidade. Os gatos, normalmente, têm diabetes tipo 2 e são tratados com hipoglicemiantes orais ou até mesmo com uma dieta – e, como ocorre entre os seres humanos, eles também podem necessitar de aplicações de insulina. A insulina do gato é mais parecida com a bovina e dá-se preferência a utilização da insulina mista em gatos (80% bovina). As insulinas humanas funcionam bem, sem provocar a formação de anticorpos. Já usamos também insulinas pré-misturadas (NPH/R) em alguns pacientes e análogos da insulina (as ultra-rápidas) no hospital para controle rápido da glicemia. Atualmente, os animais com diabetes contam até mesmo com rações especiais.



Comprometimento com o Animal



É preciso que haja um comprometimento do dono, porque disso depende o sucesso do tratamento e da melhora da qualidade de vida do animal. É de vital importância saber que ele não pode permanecer sozinho, já que o tratamento insulínico é para sempre.



Pioneirismo Canino


O primeiro ser vivo a receber a insulina e o seu organismo responder de forma positiva foi a cadela Marjorie. Em outubro de 1921, o cirurgião canadense Frederick Banting e o seu colaborador, o estudante de medicina Charles Best, realizaram várias experiências no laboratório de Mac Leod, em Toronto, com cães como cobaias, a fim de isolar uma substância capaz de eliminar os sintomas do diabetes. Na oportunidade, os cães tinham os seus pâncreas retirados para a produção do extrato de insulina. Banting e Best descobriram que, ao injetar o extrato em cães diabéticos, as taxas de açúcar no sangue chegavam aos níveis normais. Mais informações sobre a descoberta da insulina no site Banting and Best Diabetes Centre: www.bbdc.org

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