Nova espécie de 'perereca-voadora' é identificada no Vietnã


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Rhacophorus helenae' chega a ter até 9 centímetros, diz pesquisa.


Animal foi batizado em homenagem à mãe de cientista, que tem câncer.


Cientistas identificaram no Vietnã uma nova espécie de perereca, conhecida popularmente como "perereca-voadora", enquanto faziam uma pesquisa sobre anfíbios em uma região próxima à capital do país, Ho Chi Minh.



O animal, batizado de Rhacophorus helenae, possui dorso verde, ventre branco, marcas negras próximas às patas e mede de 7,2 a até 9 centímetros, dependendo do sexo (macho ou fêmea), segundo os pesquisadores. O estudo com a descrição da perereca foi publicado na edição de dezembro do "Journal of Herpetology".

Pesquisadores ouvidos pelo G1 identificaram o animal como sendo uma perereca devido aos discos adesivos nas pontas dos dedos. Ela recebe o nome popular de "perereca-voadora" por possuir membranas interdigitais bem desenvolvidas, que permitem ao animal planar, e nUma das principais responsáveis pela descoberta, a pesquisadora Jodi Rowley, do Museu Australiano, avalia que o anfíbio é semelhante a outra espécie chamada Rhacophorus kio.

Os animais se distinguem, no entanto, por algumas características físicas e pela nova perereca ter sido encontrada em trechos pequenos de mata, numa região apenas 30 km distante de fazendas agrícolas, diz Rowley no estudo.

A pesquisadora afirma que fazia um levantamento sobre anfíbios na região de mata, há alguns anos, quando avistou "aquele grande animal verde" parado em um tronco.

"Para descobrir uma nova espécie de anfíbio, em geral eu tenho que subir montanhas íngremes, escalar cachoeiras e entrar em vegetação densa", disse Rowley ao jornal britânico "The Telegraph", referindo-se à "facilidade" que foi encontrar a nova perereca.

O animal foi descoberto em 2009, mas só agora foi identificado como uma nova espécie. Rowley a batizou com o nome de sua mãe, Helen, que sofre de câncer de ovário. Ela ficou entusiasmada em saber de um anfíbio "carismático" com seu nome, disse a cientista, em entrevista ao jornal. "Eu pensei que seria hora de mostrar o quanto ela fez por mim", disse Rowley.
ão voar, afirma Marcelo Menin, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Fonte: Globo

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