Síndromes Geriátricas


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As causas para as incontinências podem ser congênitas ou adquiridas

Litvoc e Derntl (2002) indicam a existência de síndromes geriátricas que estão relacionadas à dimensão biológica, tais como: a imobilidade, as quedas, a demência, a incontinência e a iatrogenia. Essas síndromes constituem riscos que podem contribuir para o declínio da capacidade funcional, o maior nível de dependência e a institucionalização. Esses aspectos, ainda, podem desencadear o isolamento social e comprometer a qualidade de vida do idoso. 

No que se refere ao isolamento social, Souza (2002) salienta que a saúde mental do idoso está associada à qualidade de vida, à medida que constitui o risco para instalação de doenças e incapacidades.

Incontinência

As alterações intestinais e urinárias podem apresentar-se durante todas as fases do ciclo vital. As alterações podem ocorrer por ingestão de alimentos, horários da alimentação, sedentarismo, o uso de medicamentos, ambientes diferentes do cotidiano, tensão emocional, falta de privacidade, entre outros. As principais queixas são: a constipação, a diarreia, a incontinência fecal e urinária.

As causas para as incontinências podem ser congênitas ou adquiridas. As incontinências adquiridas são resultantes de morbidades na região anal; por traumas provocados por acidentes de trânsito; por cirurgias na região do períneo e de fissurectomias; de cirurgias para tratamento de câncer; sequelas de acidente vascular encefálico; diabetes; esclerose múltipla, e o próprio processo de envelhecimento, também podem causar incontinência fecal e urinária.

A incontinência urinária e fecal é uma característica do processo de envelhecimento, acometendo principalmente, o sexo feminino. A incontinência fecal é a incapacidade de controlar a eliminação das fezes. Esse distúrbio compromete a qualidade de vida. A incontinência fecal predomina nas mulheres, principalmente, por causa do trabalho de parto e pela constipação. Entretanto, acima dos 70 anos, a incontinência fecal se manifesta igualmente nos dois sexos.

Maciel (2002) define a incontinência urinária como perda de urina em frequência e quantidade suficiente para gerar problemas de ordem social e higiênico. Além disso, a incontinência urinária e fecal predispõe as infecções perineais, provoca maceração e ruptura da pele, facilita a formação de úlceras de pressão, interrompe o sono, predispõe as quedas, induz o isolamento, a depressão e a institucionalização. 

Diante desse contexto, Faro (2005) menciona que se deve considerar e avaliar as queixas e as características de cada eliminação. 

Cabe ao enfermeiro investigar e propor cuidados de acordo com a capacidade funcional e nível de dependência do idoso:
- Avaliar as preferências alimentares.
- Propiciar a privacidade nas eliminações.
- Avaliar o uso de medicamentos.
- Estimular a hidratação.
- Estimular a atividade física.
- Manter a atenção quanto ao uso de laxantes, pois devem ser evitados.
- Realizar a higiene perineal.
- Realizar a higiene corporal.
- Manter as fraldas limpas e secas.
- Estimular os exercícios de contração da musculatura perineal.
- Estimular a reeducação vesical e intestinal.
- Manter cuidados com a sonda vesical.
- Orientar o autocateterismo.
- Realizar a mensuração de resíduo urinário.

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